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Ciberataques Em Aeroportos: Riscos E Medidas De Proteção Para Viajantes



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Os ciberataques em aeroportos cresceram de forma alarmante e hoje representam uma ameaça direta à segurança de viajantes e à continuidade das operações globais.

Mais do que roubo de dados, esses ataques já causam interrupções em voos, comprometem sistemas aeroportuários e expõem executivos a riscos físicos, logísticos e reputacionais durante deslocamentos.


Incidentes recentes e suas implicações

Em agosto de 2024, um ataque de ransomware atingiu o Seattle-Tacoma International Airport (SEA), nos Estados Unidos, interrompendo serviços e vazando dados pessoais de cerca de 90 mil funcionários e contratados. A operação do aeroporto foi paralisada por horas e as informações vazadas acabaram publicadas online.

Em março de 2025, um ataque semelhante contra o Kuala Lumpur International Airport (KUL), na Malásia, causou longas filas e bloqueio dos sistemas de check-in, forçando a suspensão de voos e deixando passageiros retidos em áreas vulneráveis. Os atacantes exigiram US$ 10 milhões de resgate, que não foi pago.

Em junho de 2025, hackers invadiram o sistema de atendimento da Qantas Airways, comprometendo dados de mais de 5,7 milhões de passageiros, incluindo nomes, e-mails, telefones e datas de nascimento — informações valiosas para fraudes, phishing e engenharia social.

Esses casos mostram que os ciberataques em aeroportos afetam não apenas empresas e infraestrutura, mas também a segurança física de quem está em trânsito, exposto em áreas de grande circulação e dependente de sistemas digitais para embarcar, se locomover e se comunicar.


Como os ataques ocorrem e por que são perigosos

Os cibercriminosos usam diversas técnicas para atingir os sistemas de aeroportos:

- Engenharia social: fingem ser funcionários para enganar colaboradores ou passageiros e obter acesso a redes internas.
- Malware e ransomware: sequestram sistemas inteiros e exigem resgate para liberar dados e restaurar operações.
- Ataques DDoS: sobrecarregam servidores com tráfego automatizado, causando lentidão ou queda de sites, check-ins e painéis de voo.
- Vulnerabilidades de terceiros: exploram brechas em fornecedores e prestadores de serviços que têm acesso indireto à infraestrutura crítica.

Além do roubo de dados, esses ataques podem interromper comunicações, atrasar evacuações, impedir acesso a áreas seguras e deixar viajantes presos em locais inseguros, sem suporte logístico ou informações confiáveis.


Riscos diretos para executivos e viajantes

Durante um ciberataque em aeroportos, os principais riscos físicos e operacionais incluem:

- Congelamento de bilhetes, reservas e cartões de embarque
- Impossibilidade de acessar áreas restritas de aeroportos, deixando viajantes expostos a áreas públicas
- Interrupção de comunicações e falha de dispositivos conectados a redes locais
- Sequestro de dados pessoais que podem ser usados para extorsão ou chantagem
- Aglomerações e tumultos em terminais afetados, aumentando risco de furtos e violência oportunista

Para executivos de alto perfil, que muitas vezes viajam com informações sensíveis, esses incidentes ampliam exponencialmente o risco pessoal e corporativo.


Medidas preventivas para reduzir a exposição

Proteger-se de ciberataques em aeroportos requer hábitos digitais e operacionais preventivos antes e durante a viagem. Recomenda-se:

- Evitar redes Wi-Fi públicas em aeroportos e usar sempre uma VPN confiável
- Nunca inserir dados pessoais em links recebidos por e-mail ou SMS de companhias aéreas
- Verificar cuidadosamente domínios e anexos antes de abrir qualquer comunicação sobre a viagem
- Usar apenas aplicativos oficiais para check-in e gerenciamento de voos
- Ativar autenticação multifator (MFA) em todos os dispositivos e contas
- Transportar informações corporativas sensíveis apenas em dispositivos protegidos e criptografados
- Manter um canal de comunicação seguro com a equipe de segurança corporativa durante todo o deslocamento

Essas práticas reduzem a superfície de ataque e dificultam que criminosos usem engenharia social para explorar executivos em trânsito.


A importância da resposta coordenada

Se um ciberataque ocorrer durante sua viagem:

- Afaste-se de áreas de grande aglomeração e mova-se para locais previamente avaliados como seguros
- Use canais alternativos de comunicação, como dispositivos satelitais ou mensagerias criptografadas
- Mantenha seus dispositivos offline até receber liberação da equipe de segurança
- Reporte o incidente imediatamente ao centro de operações corporativo e à companhia aérea, de forma discreta
- Não publique informações sobre o evento em redes sociais

Uma resposta rápida e silenciosa reduz a chance de exposição pública e impede que dados sensíveis sejam vinculados à sua identidade durante o incidente.


Conclusão

Os ciberataques em aeroportos não são mais uma ameaça remota: tornaram-se parte do ambiente de risco global. Eles combinam impactos digitais e físicos, colocando passageiros e executivos em situações vulneráveis.

Antecipar essas ameaças com protocolos digitais seguros, planejamento de contingência e canais de comunicação protegidos é essencial para preservar não apenas os dados, mas a integridade e a mobilidade de quem está em missão estratégica.

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